Desmotivação, crise, fofoca: como driblar os problemas do trabalho
Dicas para você conseguir sair das situações difíceis da empresa sem saia justa


Atualizado em 01/09/2011 por Leopoldo Rosalino
Conteúdo do site VIVA!MAIS


Mulher no trabalho
Foto: Getty Images

O barco está afundando
De repente, começaram boatos na “rádio-corredor” de que a empresa está prestes a abrir falência. Os funcionários passam a se assustar com o atraso nos salários e com a possibilidade de perder o emprego de uma hora para outra.
A atitude
Segundo a consultora Ana Luiza Ferraz, a solução está em colocar a história em pratos limpos: “Fale com seu chefe direto e exponha, com transparência, sua preocupação. A situação pode ser uma crise temporária ou não. Diante da resposta, você precisa decidir se continua lá – opção de muitas pessoas que têm um certo grau de carinho e envolvimento com a firma – ou se busca uma nova colocação (decisão de quem não pode correr o risco de ficar sem emprego)”. Independentemente disso, Túlio Arakelin, da empresa de recrutamento AGP, diz: “Mantenha-se sempre atualizada na profissão. Assim, será mais fácil se recolocar.”

Falta infraestrutura na companhia
Recebeu ordens da chefia para realizar uma determinada tarefa. Porém, a empresa não dispõe do material ou equipamento necessário para cumpri-la a contento.
A atitude
“A companhia pede para fotografar um evento, mas não oferece a máquina fotográfica. Sim, você até pode levar a sua”, diz Ana Luiza. No entanto, a especialista alerta: deixar em suas mãos a resolução de problemas desse tipo deve ter limite. Para o consultor Rogerio Leme, é preciso analisar o momento. “Se a firma não oferece estrutura porque não tem condições, seja criativa para superar a crise. Mas se a questão se resume a diminuir gastos por ganância, negocie condições mínimas de trabalho com o gestor, lembrando sempre que a empresa deve ser a maior beneficiada”.

Caí na boca do povo
Seus colegas de trabalho decidiram colocá-la na berlinda e você virou vítima de fofocas. Os boatos já chegam a incomodar e até atrapalhar seu desempenho profissional.
A atitude
Primeira atitude a tomar nesse caso: identifique quem está espalhando o falatório. Tente uma conversa com essa pessoa e exponha seu incômodo. Caso a fofoca seja mentirosa, converse com os outros colegas e esclareça os fatos. “Em último caso, procure seu chefe e relate a confusão. Não é o ideal levar a questão a ele, mas sofrer e prejudicar seu aproveitamento pode ser ainda pior”, diz Ana Luiza.

Não aguento mais trabalhar tanto
Você acumula cada vez mais funções e já não consegue realizar o trabalho no tempo do expediente.
A atitude
Seja sutil ao levar o problema ao gestor. Afinal, se não souber expor a situação, a queixa pode soar como preguiça. “Liste suas tarefas nos períodos antes e depois desse acúmulo, mostrando o quanto a mais está trabalhando agora. A intenção é manter a qualidade das suas funções”, diz Ana Luiza. Já Rogerio sugere uma autoanálise. “Será que realmente estou executando muito trabalho ou ando desmotivada, sentindo que todas as atividades ficam nas minhas costas?” Reflita!

Querem que eu me demita
A empresa não quer mais seus serviços e a pressiona para pedir as contas.
A atitude
Você não tem obrigação de tomar essa decisão nem deve se sentir pressionada a fazer isso. “Peça demissão apenas se essa for a sua vontade e mostre que conhece bem seus direitos. Agora, se a companhia quer demiti-la, claro, ela pode fazer isso”, explica Ana Luiza.

Fonte: Portal M de Mulher, publicado em 01/09/2011

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