A governança e os sistemas de remuneração – a urgência da hora
“O homem será tolo se alimentar desejos por privilégios, promoção e lucros, em detrimento da honra, pois tais desejos nunca trazem felicidade, pelo contrário, apenas sofrimento”.

É inegável que os sistemas de reconhecimento e recompensa influenciam fortemente no comportamento das pessoas, que, pressionadas pelos resultados ou motivadas pela recompensa, procuram caminhos ou soluções nem sempre elogiáveis.
Os sistemas de remuneração estão ficando mais sofisticados e complexos a cada dia, procurando acompanhar a própria complexidade dos mercados e seu impacto é muito significativo nos resultados e na imagem de uma organização. Portanto, é fundamental que esta considere incluir em seus sistemas de governança um comitê de remuneração composto por profissionais internos e externos de grande experiência para analisar os reais riscos e impactos dos sistemas de remuneração nos negócios da empresa.
Muitas empresas não dedicam tempo necessário para avaliar os riscos inerentes aos próprios programas de remuneração. A concepção e supervisão da remuneração dos executivos não estão, muitas vezes, totalmente refletidas nos controles financeiros, permitindo elevada possibilidade de erro, e nem sempre está clara também a relação recompensa versus objetivos estratégicos.

Há uma sensação generalizada de que a relação entre o empregado e o empregador mudou mais nos últimos vinte anos do que em qualquer outro momento da história moderna. A qualidade dessa relação é agora percebida como um condutor primário, que influencia se uma empresa atinge seus resultados desejados de negócios ou não.
Porém, há uma falta de confiança de que os métodos e sistemas de reconhecimento e recompensa disponíveis hoje no mercado podem ajudar as organizações e suas lideranças a gerenciarem esse relacionamento entre empregado e empregador com maior previsibilidade, o que potencializa ainda mais a necessidade de se contar com um Comitê de Remuneração que apoie as organizações na busca de sintonia em seus sistemas de remuneração e no seu efetivo gerenciamento.

Os objetivos de desempenho são, muitas vezes, resumidos em uma frase simples: o alinhamento da estratégia de recompensas com a estratégia de negócios. As empresas hoje já tendem a considerar suas recompensas como despesas de investimento, em vez de simplesmente um custo. Se corretamente investido, cada valor gasto vai realmente adicionar mais valor à rentabilidade, ao invés de reduzi-la. Essa ideia deve ser verdadeira, se forem aceitas as premissas de que o comportamento dos empregados é o principal determinante a influenciar os resultados da empresa e que um programa de recompensas pode incidir sobre o comportamento dos funcionários de forma eficaz.
Ganância, egoísmo e ausência da verdade são elementos que não estão presentes na construção de uma prosperidade segura e contínua, da mesma forma que felicidade e progresso não têm sentido se não forem compartilhados.

Fonte: Revista Profissional & Negócios, Junho 2012

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