Anderson Rocha

As pessoas não sobrevivem sem água, comida e líderes. A frase comparando a liderança com dois componentes fundamentais para nossa sobrevivência pode parecer até absurda. Mas, se refletirmos o impacto da ausência de bons líderes nas nossas vidas, tenho certeza que a comparação torna-se imprescindível. Precisamos de bons líderes nas empresas, nas religiões, nas comunidades, na política, nas famílias e nas salas de aulas.

Será que os líderes nascem prontos? Essa é uma das indagações que são feitas quando abordo o tema liderança em palestras e workshops. Minha resposta é simples: Líderes não nascem prontos, todos têm potencial para liderar, assim como todos têm potencial para falar bem em público ou desenvolver a criatividade.

Mas para liderar torna-se necessário o desenvolvimento e o aprimoramento de competências. Então, quais são as competências para liderar? Antes de focar as competências especificas aos líderes, deve-se compreender qual o significado da palavra competência. De forma bem simples, podemos definir competência como o conjunto de conhecimentos (é o que sabemos), habilidades (é o que sabemos fazer = prática) e, principalmente, atitudes (o que nos levam a agir). Pode-se definir competência também como a capacidade de resolver problemas e atingir objetivos propostos, é o que fazemos bem feito e somos reconhecidos.

Dentro desse contexto não devemos esquecer que existem dois tipos de competências, que são as competências técnicas e as competências humanas. Muitos líderes enfatizam demasiadamente nas competências técnicas esquecendo a grande importância das competências humanas (trabalho em equipe, criatividade, inteligência emocional, capacidade de relacionamento, entre outras). Segundo pesquisas, 87% das demissões nas empresas são ocasionadas devido às deficiências humanas e não por falhas técnicas, ou seja, contrata-se pelo currículo e se demite pelo relacionamento. E os líderes são peças fundamentais para que se consiga construir ambientes mais saudáveis e felizes, devendo ser sempre semeadores dos bons relacionamentos, pois, são ou pelo menos deveriam ser sempre exemplos em relação às suas condutas e aos seus comportamentos.

Se um líder não consegue, por exemplo, administrar bem suas emoções, dificilmente conseguirá manter um bom relacionamento com os seus liderados. E quanto melhor o relacionamento, o clima e o ambiente de trabalho, melhores serão os resultados da empresa.

Outra característica essencial para liderar nos tempos atuais é a humildade. Ser humilde não significa ser bonzinho nem desmerecer seu próprio valor. A humildade está intimamente ligada ao respeito. O próprio significado da palavra humildade que no sentido latino vem de húmus, ou seja, terra fértil, já diz tudo. Pessoas que são humildes têm a consciência que podem sempre melhorar.

Liderar também não é saber mais do que os liderados, mas sim ser capaz de fazer com que cada um consiga dar o melhor de si. O líder precisa ter consciência que não existe alguém mais importante do que o outro. Saber também que algumas das maiores necessidades das pessoas são: sentir-se importante, ser reconhecido e ser valorizado. Para finalizar enfatizo que não existe liderança sem credibilidade. Podem-se impressionar pessoas de longe, mas é preciso chegar perto para influenciá-las. A qualidade essencial do líder não é a perfeição, mas a credibilidade. Se constroi credibilidade não fingindo ser perfeito, mas sendo sincero.

Fonte: RH.com.br

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