PROXIMIDADE COM OS LÍDERES E INTERAÇÃO COM A EMPRESA CONQUISTAM A CONFIANÇA DOS COLABORADORES.

Por Claudia Manzzano

No complicado universo corporativo, vários fatores interferem no desempenho das empresas. Um deles é a presença dos líderes. Gerentes, coordenadores e diretores são profissionais que carregam a responsabilidade pela equipe e pelos resultados do departamento. Eles devem estar preparados, acima de tudo, para desenvolver pessoas, descobrir talento de cada uma delas e formar novos líderes.

A diretora de educação corporativa da Leme Consultoria, Marcia Vespa, afirma que a boa liderança é aquela que está preparada para gerenciar pessoas e não tarefas. “Líderes gerenciam pessoas pra os resultados e oferecem feedback constantemente”, afirma.

Ela acrescenta que as pessoas demonstram maior interesse no trabalho quando os gerentes e diretores mostram interesse por elas. “Mostre a eles que você se importa. Faça com que os seus colaboradores saibam que as suas contribuições são apreciadas pessoalmente por você”, aconselha.

O coordenador do MBA de gestão de pessoas da Fundação Getulio Vargas, Pedro José Carbone, considera que o líder tem dimensão nuclear, e isso tem proporções bem maiores. “Se o gerente é ruim, tudo é avaliado mal, se é bom, tudo fica bom. Ele carrega a percepção do funcionário positivamente dentro da empresa.”

Por isso Fátima Motta, professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESOM) e consultora da FM Consultores, acredita que os ocupantes de cargos cuja responsabilidade é gerenciar equipes precisam ter proximidades com todos os envolvidos. Manter as pessoas informadas, jogar limpo e ter uma visão favorável da situação e uma postura otimista é o indicado pela professora para se exercer uma boa liderança. Ações podem fazer com que isso tome vida, como, por exemplo, elaborar trabalhos que reúnam a equipe, propor a todos que não deixem um elemento desmotivado, sugerir trabalhos desafiadores, chamar pessoas para participarem deles, pedir a opinião delas sobre decisões e, claro, aproveitar o que os funcionários tem de melhor, acompanhando de perto cada um deles. Ela também cita as pesquisas de clima como uma opção, mas acrescenta que reuniões sobre diversos temas podem ser úteis para levantar as questões que estão incomodando os colaboradores.

“LÍDERES GERENCIAM PESSOAS PARA OS RESULTADOS E OFERECEM FEEDBACKS CONSTANTEMENTE”
Marcia Vespa, diretora de educação corporativa da Leme Consultoria

Márcia diz que são pequenas coisas que têm impacto nos resultados e na perpetuação de uma marca, já que nenhuma empresa conseguirá ser maior ou melhor do que as pessoas que ela tenha. “Temos visto em várias fontes a escassez de líderes no mundo, e todas apontam para a inabilidade das lideranças em liberar o talento e a paixão das pessoas, em treinar a tomada inclusiva de decisões e ser uma fonte de ajuda para que as pessoas sejam bem-sucedidas no seu trabalho e alcancem os resultados.”

Uma das coisas mais desafiantes para os lideres é entender as diferenças existentes nas pessoas. Afinal, o que é suficiente para motivar alguns pode distanciar outros das metas da empresa.

Mas Marcia considera que, com orientação adequada, todos conseguem fazer seu melhor. “Toda pessoa tem o potencial para fazer seu melhor. Mas lembre-se de ver se o melhor para você é suficiente. Nada mais desmotivador que metas inatingíveis”, lembra. Ela alerta para a importância de dar feedback freqüentemente, compatibilizando comportamentos e resultados aos objetivos do liderado. Fátima diz que o líder deve perguntar aos seus colaboradores o que ele pode fazer para não atrapalhar o trabalho deles e o que pode ser feito para ajudar o trabalho a ficar melhor. “Dessa forma o líder terá respostas sobre a motivação dos funcionários.”

Um detalhe que colabora para a falha de postura de qualquer líder é a falta de “clima”. E o grande desmotivador é o próprio líder, que muitas vezes toma atitudes que não agregam valores à equipe.

ESCOLHA UM LÍDER
No momento de escolher alguém para liderar uma equipe, algumas características devem ser analisadas. Fátima afirma que as pessoas precisam se encaixar na empresa, de forma que comunguem com os valores da organização. O líder deve se relacionar bem com a equipe, deixar claro para todos o que ele espera de cada um. O poder de influência também é um item importante. O líder tem de influenciar sua equipe para atingir um determinado objetivo, além de ter capacidade de ouvir e entender as sugestões de seus colaboradores.

Carbone define como um bom líder aquele que tem capacidade de alinhar os funcionários ao negócio, propiciar boas condições de trabalho para que as pessoas possam exercer sua competência com plenitude além de acompanhar as relações do trabalho e os valores de crescimento, se comunicar bem e oferecer diretrizes.

Com mais de 3,2 mil funcionários, a Nissei acredita que os líderes são fundamentais para as lojas, já que são eles quem tem contato direto com os colaboradores e “fazem a coisa acontecer”. A gerente de recursos humanos da Nissei, Camile Holmer, afirma que, com um gerente qualificado, fica mais fácil para a loja buscar os objetivos. Para manter o bom nível de seus líderes, o método da empresa é não contratá-los, e sim formá-los. Todos os gerentes da rede vieram da própria equipe das farmácias. Qualquer funcionário pode se candidatar aos processos de sucessão. Isso acontece em toda hierarquia da empresa. Há avaliação de potencial e treinamentos em todas as áreas que os candidatos precisem se aprimorar. Camille conta que, como eles passaram por vários cargos da empresa, já conhecem situações que os colaboradores vão enfrentar, e isso ajuda no andamento de todas as lojas.

Em todas as cidades que há lojas Nissei existe um centro de treinamento. Além do encontro básico de integração, para cada função existe um treinamento determinado, até de automaquiagem. Alguns deles são indicados para os colaboradores, outros podem ser escolhidos por eles mesmos. Camille diz que os lideres são os que mais recebem treinamento, pois estão no topo do “efeito cascata”. O tempo médio para chegar à gerência é de três anos, porém existem casos de funcionários que entram como auxiliares de loja e são promovidos a gerentes em um período mais curto. Isso só é possível porque os próprios lideres têm condições de incentivar seus subordinados a progredirem como eles.

 

Revista – Guia da Farmacia
Abril/2009


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