Para complementar o post “Necessidade de Qualidade e Comprometimento do Colaborador”, segue mais um texto.

Quando falamos aqui de necessidade de qualidade, não me ative somente a Excelência de Qualidade, processos ISO, QS, entre outros.

Trabalhamos a necessidade dos clientes internos (colaboradores) para que conquistem qualidade de vida, qualidade de entrega, qualidade de relacionamento com seus pares, subordinados, superiores, qualidade na comunicação interna, qualidade em seu ambiente de trabalho – onde ele possa se sentir bem, pois sabemos que passam a maior parte do tempo na empresa. Necessitamos que os colaboradores tenham qualidade quando abordamos o tema remuneração, plano de carreira, treinamento e desenvolvimento.
As empresas precisam criar ambientes onde consigam reter os talentos, pois nos deparamos hoje em dia com a escassez de mão de obra qualificada e sabemos o quanto custa para a organização ter que iniciar seu processo do zero, refazendo a solicitação de vaga, divulgando a vaga nos meios de comunicação, fazendo rastreamento de currículos, entrevistando, aplicando testes e depois de toda essa jornada, iniciar o processo de integração, que vai fazer com que o novo colaborador comece a trilhar seu caminho no entendimento de suas funções e responsabilidades e entendemos que a maturação deste profissional levará alguns meses, numa visão otimista, para chegar ao mesmo patamar de conhecimento do colaborador substituído.

E imaginarmos que tudo isso pode ser evitado somente com a Gestão do Clima.
Aproveitando o gancho, as empresas têm de se preocupar também em atrair novos talentos, as organizações sobrevivem de “cérebros pensantes” e queremos sempre em nossas equipes os melhores, o melhor auxiliar, o melhor coordenador, gerente, diretores, enfim, buscamos estar com a melhor seleção para que nossos objetivos consigam ser alcançados, mas para isso, proporcionar um clima organizacional salutar é indispensável.

As empresas precisam enxergar essa “qualidade” como um conjunto de medidas estratégicas que se tornará a “moeda de troca” para a qualidade dos serviços, produtos, atendimentos, relacionamentos. Sem essa negociação, o clima da empresa pesa, escurece e se fecha e, com ele, a comunicação com os colaboradores também.

Comprometimento do Colaborador – Compromisso com a empresa
Com a nossa “moeda de troca”, pacote de benefícios x Comprometimento dos Colaboradores, teremos um ambiente favorável à perpetuação de ambos: empresa e colaboradores.
Nenhum colaborador em sã consciência abdicaria em se doar a uma empresa que tem esse tipo de visão estratégica; o lema dessas empresas é um antigo jargão que conhecemos muito bem “a empresa crescendo, o colaborador cresce junto”. Somente dessa maneira, com essa troca mútua, é que conseguiremos atingir o tão esperado patamar de satisfação, tanto da empresa quanto dos colaboradores.

Além de tudo que falamos, temos que imaginar que a real entrega do colaborador está intrinsecamente ligada a outros fatores que o beneficiarão, quanto mais comprometimento investido nos trabalhos, mais produtividade, menos re-trabalho, menos desperdício de material e tempo, mais qualidade de entrega, mais visibilidade, portanto, maiores as chances de crescimento profissional, mudanças de faixas salariais, cargos, funções, maiores benefícios adquiridos, em resumo, “ninguém perde em fazer o melhor”.
Já sabemos que a empresa que quer implantar a cultura de ter a excelência em qualidade precisa estar focada em tecnologia de última geração, sistemas integrados, uma grande estrutura, produtos e serviços inovadores; porém, atualmente, elas sabem que somente isso não é o bastante e tão ou mais importante quanto os investimentos anteriores, é ter excelência também em relacionamentos com os colaboradores. Forma-se aí uma cadeia produtiva que, no final, nos faz atingir nossos objetivos, pois o colaborador com grande relacionamento na empresa passa a ser mais comprometido com seu trabalho, ter mais orgulho de pertencer àquela empresa. Com isso, produz mais e com mais qualidade, tratando seu cliente com mais compromisso, prestando serviços mais eficazes e sabemos que clientes satisfeitos são fiéis e sempre voltam, aí o ciclo se completa.
Por outro lado pensando em indicadores financeiros que tragam não somente lucratividade e rentabilidade; necessitamos pensar em diminuição de custo. Com a necessidade de sermos mais estratégicos, temos que ser “mais por menos” e para melhor interpretação, cito o Paradigma da Gestão Contemporânea:

“Precisamos produzir mais com menor tempo;
Mais com menor tempo e melhor;
Mais com menor tempo, melhor e mais rápido”.

É claro que a redução com custo de processos se faz necessário, utilizar metodologias inovadoras, buscando a otimização e a maximização também entram nesse novo modelo de gestão. Os departamentos de recursos humanos atuais estão migrando para o topo da pirâmide, deixando de atuar como simplesmente operacional, exercendo os mesmos processos e procedimentos de contratar e demitir, rodar folha de pagamento, entre outras tarefas rotineiras, para se tornarem “estratégicos”. Podemos dizer que estão deixando de ser “tarefeiros” para ter ações eficazes no compromisso de levar as pessoas a atingirem a visão da empresa.
Com o comprometimento em alta, reduzimos o custo referente ao recrutamento e seleção, contamos com colaboradores mais satisfeitos, diminuição do absenteísmo, atrasos diários. Ninguém quer faltar a um compromisso que lhe traga satisfação, não é mesmo? Podemos citar também treinamento, integração, contratação, e não podemos deixar de salientar o aumento da produtividade.
Pesquisas mostram que colaboradores satisfeitos entregam para a empresa cerca de 60% de suas habilidades e conhecimentos; em contra partida, os que não se encontram comprometidos com seus objetivos organizacionais, os famosos “desmotivados”, entregam somente 8% de sua capacidade produtiva. O fato ainda se torna mais importante se essas funções onde esses colaboradores satisfeitos atuam, seja de lidar diretamente com o consumidor final, o resultado disso é surpreendente: o poder de influenciar, persuadir, e com isso, obter maior êxito em suas atividades, aumentam significativamente.
Existem alguns sinais que podemos nos atentar quanto ao comprometimento de nossos colaboradores, são eles:

  • Ter grande concordância com os objetivos organizacionais da empresa;
  • Saber ser profissional eficiente e ter sua vida pessoal vivida normalmente sem que uma interfira significativamente na outra;
  • Ter atitudes pró-ativas, agindo para solução dos problemas tornando-os uma lição a ser seguida: tentar esconder é o maior erro;
  • Ter dedicação integral e estar sempre disposto a se desenvolver e se capacitar, tornando-se mais estratégico;
  • Saber organizar seu tempo e suas atividades, diferenciar urgências e prioridades, com isso, apresentando grandes resultados,
  • Ter sempre a solução para ser apresentada: somente indicar os problemas, é uma maneira de agravá-lo e não de saná-lo.

Como vemos, esses são alguns indicadores que mensuram, em nossos times, colaboradores comprometidos, satisfeitos com o que fazem e com a empresa que representam.
Podemos concluir, então, que a qualidade o comprometimento de cada “peça” da “máquina” chamada organização está intimamente ligada ao clima da empresa, então caros leitores, precisamos dar a importância devida ao investimento no Clima Organizacional.
Traçando um paralelo, precisamos atuar como “Big Brothers” organizacionais, monitorando a cada instante as necessidades dos nossos primeiros clientes – nossos colaboradores – permitindo que eles, a cada dia, possam atingir suas auto-realizações que, em grande parte, é propiciada pela própria empresa, seguramente teremos, além de colaboradores satisfeitos, vendedores de nossa imagem corporativa, e muito mais que isso, sócios no que diz respeito em cuidados, motivações e, indubitavelmente, em geração de produtividade e lucratividade.

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