SÃO PAULO – Mesmo se mostrando estável, o otimismo dos diretores financeiros do Brasil foi positivo para 2013. Em uma escala de 0 a 100, os CFOs (Chief Financial Officer) atribuíram uma nota 60 para seu otimismo em relação à economia brasileira, segundo dados da pesquisa trimestral Panorama Global dos Negócios, conduzida pela Duke University, FGV (Fundação Getulio Vargas) e CFO Magazine.

Já os CFOs da América Latina atribuem 66 para o seu otimismo com relação as economias de seus países, contra 60 no último trimestre. No geral, os executivos latino-americanos são os mais otimistas do mundo sobre as perspectivas econômicas para 2013.

Segundo os CFOs brasileiros, as receitas em 2013 deverão manter a forte tendência de expansão de 14%. Isso é muito mais do que as estimativas para a inflação, que fica em torno de 7%. Crescimento similar também é esperado em outros países da América Latina.

Para o professor de finanças da FGV e co-diretor da pesquisa, Gledson de Carvalho, os números indicam que o Brasil vai continuar a crescer neste ano, ainda que a uma taxa menor. “Os fundamentos econômicos são consistentes com continuidade da expansão no Brasil, dando sinais de que é possível sustentar o crescimento forte no próximo ano, mesmo quando a atividade econômica no resto do mundo esteja mais lenta.”

Investimentos
Os investimentos das empresas brasileiras também devem crescer em aproximadamente 7,2%, ao passo que na América Latina esse número é de 13%. As contratações de empregados devem aumentar moderadamente, com o número de empregados em tempo integral, em média, aumentando em 3,3%.

Os salários devem acompanhar a inflação e aumentar em cerca de 7%. Por outro lado, a tendência é de queda no crescimento dos gastos com publicidade e pesquisa e desenvolvimento.

Ainda, 77% das empresas brasileiras planejam pagar bônus aos empregados no final do ano, sendo que 30% delas afirmaram que os bônus serão maiores do que no ano passado e 40% disseram que serão semelhantes ao de 2012.

Principais preocupações
A maior dificuldade relatada pelos executivos brasileiros é manter os atuais níveis de margens de lucro, para 68% dos CFOs. Quase dois terços, ou 65%, das empresas brasileiras relatam dificuldade em atrair e reter funcionários qualificados, figurando como a como maior preocupação dos entrevistados.

Para o professor de economia da FGV, Klenio Barbosa, tem ocorrido um descompasso entre as necessidades de trabalhadores das empresas e as habilidades dos funcionários. "Felizmente, as empresas brasileiras mostram-se bastante dispostas a treinar trabalhadores. Apesar de 76% das empresas terem reduzido o investimento na formação de trabalhadores ao longo dos últimos anos, 100% dessas empresas planejam aumentar os gastos em treinamento para patamares acima dos recentes níveis históricos".

Fonte: Portal Infomoney, 26/03/2013

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