Liderança é um assunto extenso e necessário de ser abordado nos dias de hoje. No mercado existem muitos cursos de aperfeiçoamento que focam as competências da liderança e todas as organizações têm procurado com maior frequência. Embora, na maioria das vezes, os cursos têm orientado o que o líder deve fazer e se esquecem da pessoa enquanto líder, como ela é e deveria ser.

Essa constante procura e aperfeiçoamento não é para menos, pois são os líderes que desenvolvem os colaboradores, reconhecem e retém os talentos, trazendo o tão desejado resultado para organização e para o pessoal. Afinal, todos estão “remando no barco empresa”.

Fico pensando nesse assunto e sempre acabo definindo liderança como RESPEITO. Respeito é uma palavra tão simples, mas de significado grandioso. No dicionário traz definições interessantes e de ampla reflexão:
– Sentimento que nos impede de fazer ou dizer coisas desagradáveis a alguém.
– Dar provas de respeito = honrar, venerar.
– Observar, cumprir, tolerar.

Pense bem, o que você faz com o seu colaborador, é o que você gostaria que fizessem com você? Independente da posição hierárquica em que você está. Sinto um pesar muito grande, quando vejo na clínica, pacientes que chegam desmotivados, amedrontados e que estão sendo assediados moralmente, demonstrando a falta de preparo que alguns líderes ainda têm com seus colaboradores. O que mais eles dizem: “eu não quero mais ir lá!”.

Em plena época de competitividade acirrada e de gestão de talentos, que tanto se fala das pessoas e seu grandioso poder de conhecimento, ainda temos nas organizações líderes muitas vezes egocêntricos, que dão sempre a última palavra para tudo e tudo tem que ser exatamente da forma como determinam; assumindo uma postura individualista e bem improdutiva.

Se liderança é a aptidão de levar alguém a cooperar espontaneamente, de liberar a capacidade de criação das pessoas e despertar a vontade de ser seguido pelo exemplo, a falta dela dá ao colaborador a estratégia de fingir que faz e que obedece ou ainda que faça o mínimo para se manter na organização e sobreviver. As organizações, no entanto, perdem excelentes profissionais e consequentemente a competitividade no mercado.

Compreenda que os resultados virão com as pessoas e não através delas. Orientando-se para que a liderança seja natural situando o colaborador, a pessoa em evidência, com RESPEITO.

Liderar pessoas realmente não é uma tarefa simples, mas requer muita dedicação ao que se faz. Reforço ainda que para se dedicar a algo é preciso gostar do que faz e quando se espera um retorno satisfatório de desempenho das pessoas é preciso respeitá-las antes de tudo!

Primeiro goste de você, se aceite e reconheça seus limites, medos e talentos, esse já é grande diferencial na arte de liderar. Quando você se aceita você consegue aceitar o outro, como ele é.

Recordo de um texto escrito por Drauzio Varela muito interessante, “Se não quiser adoecer”, que explica que pessoas que não se aceitam são invejosas, ciumentas, imitadores, competitivos e destruidores.

Desenvolva sua competência emocional. Não dispute com seu colaborador, o sucesso dele é certamente o seu! Valorize o trabalho e a iniciativa que ele tem. Você está lapidando um talento. Colabore fortalecendo o espírito de equipe. Saiba ouvir. Busque as soluções e não os problemas. Acho muito bonita a metáfora: acenda uma luz na escuridão.

Dê oportunidades e espaço para que ele faça o trabalho dele. Você verá que ele tem capacidades que você desconhecia. E muitas vezes, conduz as coisas melhor que você. Não se apodere das ideias dele como se elas fossem suas, saiba dar o devido crédito.

Cada um tem sua personalidade, suas habilidades e seu desempenho. Lembre-se de que: cada um tem seu tempo e quando bem apoiado e orientado desenvolverá trabalhos surpreendentes.

A liderança é um trabalho de mão dupla, é imensamente satisfatório ver a evolução dos colaboradores, os resultados obtidos. É gratificante saber que à medida que ele se transforma, você também e cresce muito como profissional e como ser humano. Aprende muito dessa arte de liderar.

Fonte: RH.com.br

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